Auto-medicação e antimicrobianos: uma relação perigosa

Kathleen Barbosa de Oliveira

Resumo


Objetivo: avaliar o comportamento e conhecimento dos pacientes da clínica sobre a automedicação, conscientizar a população de Nova Friburgo e os alunos do Instituto de Saúde de Nova Friburgo (Universidade Federal Fluminense - UFF) sobre o perigo do uso irracional dos antimicrobianos. Relato de Caso: a resistência bacteriana tornou se um problema emergente que tem afetado populações em diversos países. O uso excessivo e inadequado dos antibióticos tem feito com que estes perdessem a eficácia frente a diversos microrganismos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) já considera as “superbactérias” como uma grande ameaça global em saúde pública. Considera ainda que, o Brasil é o terceiro no mundo a mais utilizar antimicrobianos na produção de proteína animal. Portanto, avaliamos 159 pacientes, por questionário, e a média do resultado obtido foi de +1,842. A nota máxima do questionário era de +6, correspondendo uma pessoa que não faz uso inadequado dos medicamentos e -6 a nota mínima. Concomitantemente, realizamos ações de extensão em Unidades Básicas de Saúde e nas salas de espera do Instituto de Saúde de Nova Friburgo. Como também, foi realizado um ciclo de palestras destinados aos alunos do curso de Odontologia, com temáticas sobre prescrição medicamentosa. Conclusão: por mais que a pesquisa nos revela uma pontuação positiva, a população necessita de mais informação sobre o uso racional dos antibióticos. Através do projeto de extensão “Automedicação e Antimicrobianos: Uma Relação Perigosa” é formada a consciência da responsabilidade social sobre os malefícios da automedicação com antimicrobianos

Palavras-chave


Automedicação; Antimicrobianos; Resistência bacteriana

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