Traumatismo dentário na dentição decídua e a importância de sua proservação até a erupção do permanente: relato de caso e acompanhamento

Thaís de Oliveira Fernandes

Resumo


Objetivo: relatar um caso que evidencia a importância da proservação de casos de traumatismo dentários em dentição decídua até a erupção do permanente. Relato de Caso: paciente de 3 anos, sexo feminino compareceu à clínica do “Projeto Trauma: Reconstruindo Sorrisos” após queda da própria altura com envolvimento do elemento dentário 61 em atendimento mediato. A paciente não acusou queixa e, em exame clínico, foi constatada fratura em esmalte sem alterações radiográficas, logo, o procedimento realizado foi desgaste oclusal e inserção da paciente em um Programa de Atendimento e Acompanhamento ao Traumatismo Dentário (PAATD). Após 6 meses, evidenciou-se clinicamente o escurecimento do elemento 61 e diagnóstico de lesão periapical confirmado por imagem radiográfica. O procedimento realizado foi a pulpectomia do elemento seguido de restauração. No acompanhamento de 3 anos, constatou-se escurecimento do elemento por tratamento endodôntico, além de retenção prolongada. O procedimento de escolha foi a exodontia do elemento 61. Após 6 anos, constatou-se a erupção dos dentes permanentes sem sequela. Conclusão: o traumatismo dentário é um problema de saúde pública com alta prevalência na população infantil que pode causar consequências irreparáveis. Para um atendimento holístico, o acompanhamento até a erupção dos elementos permanentes se faz necessário, uma vez que, em muitos casos, tanto o elemento dentário traumatizado quanto o sucessor poderá sofrer sequelas.

Palavras-chave


Odontopediatria; dente decíduo e traumatismos dentários

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