Complicações na mucosa oral de pacientes em tratamento antineoplásico

Camila da Silva Celestino

Resumo


Objetivo: realizar uma revisão de literatura a respeito dos efeitos mais comuns da quimoterapia e da radioterapia de cabeça e pescoço na mucosa oral de pacientes em tratamento antineoplásico e seus diferentes manejos. Material e Métodos: foram analisados 11 artigos nos portais Scielo e Google Scholar utilizando os termos “radiotherapy oral”, “radiotherapy effect”, sem restrição de data e idiomas. Revisão de Literatura: a radioterapia e a quimioterapia são muito utilizadas no tratamento antineoplásico. Entretanto, essas terapias não são capazes de destruir as células tumorais sem lesionar células normais. Dentre as complicações estão a disgeusia, hemorragia, dermatite, trismo, osteorradionecrose, sendo as mais comuns a mucosite e a xerostomia. A mucosite é uma inflamação na mucosa oral que apresenta edema, ulceração e descamação, é a complicação mais limitante podendo estar associada a um aumento da necessidade nutricional parenteral. Já a xerostomia é sensação de boca seca podendo estar relacionada ou não com a diminuição da função das glândulas salivares, deixando o meio bucal desprotegido e propenso a infecções secundárias. Para prevenir ou tratar a mucosite existem a crioterapia, e para a xerostomia lança-se mão de uso de substitutivos da saliva, chicletes e pastilhas contendo xilitol, além do uso de sialogogos sistêmicos. E, a utilização da laserterapia de baixa potência é um ótimo recurso no tratamento de ambas as alterações. Conclusão: é imprescindível que os pacientes oncológicos sejam acompanhados pelo cirurgião-dentista afim de que ele possa prevenir ou controlar a ocorrência dessas complicações

Palavras-chave


Radioterapia; Quimioterapia; Saúde bucal.

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