Análise de interações medicamentosas em prescrições dentárias

Adriana Antônia da Cruz Furini, Juliana Mendes de Almeida Malagoli, Nayane Justi Dias, Bruna Miranda Lima, Manuela Manzano Bonjardin, Ponatyellen Souza Machado, Tiago Aparecido Maschio de Lima

Resumo


Objetivo: avaliar as interações medicamentosas potenciais (DI) em prescrições para pacientes de clínica odontológica de uma universidade privada. Material e Métodos: trata-se de um estudo exploratório descritivo. Foram analisadas 204 prescrições odontológicas entre abril de 2015 e outubro de 2016. As bases de dados para a análise do potencial de DI foram acessadas pelos programas Medscape, Drugs.com e Micromedex. Os DIs foram classificados por intensidade em maior, moderada e menor. Resultados: a média de idade foi de 43 ± 14 anos e 61% dos participantes eram do sexo feminino. Hipertensão e diabetes tipo II foram as doenças mais prevalentes. 237 anti-inflamatórios não esteroidais foram prescritos, sendo a nimesulida a mais prevalente nas prescrições, seguida da dipirona com efeito analgésico e antipirético. Destes, oitenta e nove eram antimicrobianos, principalmente amoxicilina. Foram identificadas 95 interações medicamentosas potenciais, sendo 28% de maior intensidade e 67% de intensidade moderada. Doze interações envolveram drogas antiinflamatórias não esteroidais, principalmente cetoprofeno, diclofenaco e ibuprofeno; e nove foram relacionados aos antimicrobianos amoxicilina, metronizadol e azitromicina. Conclusão: A necessidade de uma análise cuidadosa das prescrições dentárias e uma revisão da terapia concomitante utilizada pelos pacientes, reduzindo o risco de interações e, conseqüentemente, prevenindo reações adversas e preservando a segurança dos pacientes, são observadas.

Palavras-chave


Interações medicamentosas; Odontologia; Anti-inflamatórios não esteróides; Anti-infeccioso

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DOI: http://dx.doi.org/10.18363/rbo.v75.2018.e1021

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