Acesso à água fluoretada: panorama desde sua implantação aos dias atuais em um município do Rio de Janeiro, Brasil

Ana Paula Ferreira Marques, Ariane Ferraz, Lund Godinho Lima Netto, Rafael Gomes Ditterich, Flavia Maia Silveira, Ângela Scarparo Caldo-Teixeira, Maria Isabel Bastos Valente, Roberta Barcelos Pereira de Souza, Andréa Videira Assaf

Resumo


Objetivo: avaliar o cenário de fluoretação em um município do Estado do Rio de Janeiro, desde sua implantação até os dias atuais. Material e Métodos: foram coletadas amostras de água de 2011 a 2017, em 21 localidades da cidade, analisadas pelo método eletrométrico e classificadas com base nas concentrações nacionais recomendadas de flúor. Resultados: de um total de 2.297 amostras coletadas, apenas 688 (29,95%) estavam dentro da faixa recomendada (0,65-0,94 ppmF), com concentrações variando de 0,00 a 1,92 ppmF e com uma concentração média de 0,41 ppmF. Durante o período de avaliação, observou-se que os locais mais próximos da região central da cidade eram constantemente fluoretados e a maioria das amostras estava de acordo com os parâmetros recomendados pelo CECOL-USP. Por outro lado, nos bairros periféricos, as amostras foram consideradas subfluoretadas, o que pode resultar em ineficácia na prevenção da doença cárie. Conclusão: o município apresentou uma deficiência clara na manutenção dos níveis de flúor em concentrações adequadas, o que reforça a relevância do controle dessa medida como parte de uma ação de vigilância contínua na atenção à saúde bucal.

Palavras-chave


Fluoretação; Tratamento de água; Água de abastecimento público

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DOI: http://dx.doi.org/10.18363/rbo.v75.2018.e1124

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