Consequências da perda precoce e de restaurações insatisfatórias dos primeiros molares permanentes na dentição decídua e mista
Resumo
Objetivo: realizar através de uma revisão de literatura, um estudo sobre os prejuízos causados pela extração precoce e por restaurações insatisfatórias nos primeiros molares permanentes de crianças de 06 á 12 anos de idade. Revisão de Literatura: foram feitas buscas nas bases de dados Pubmed e Scielo para elaboração desse estudo. A extração do primeiro molar permanente acontece principalmente por causa da cárie dentária, e esse dente é essencial na guia de oclusão, na manutenção da dimensão vertical e no diâmetro da arcada dentária. A perda precoce do primeiro molar permanente pode levar ao aparecimento de hábitos deletérios e para-funcionais, alterações na fonética e na mastigação, alterações no processo eruptivo dos dentes e no equilíbrio oclusal. Outras consequências que também podem surgir são: a destruição dos tecidos de suporte, migração mesial dos segundos molares permanentes, do mesmo lado da perda dental, extrusão, retração gengival e hipersensibilidade do primeiro molar permanente superior com a perda do seu antagonista. A região inferior posterior da arcada dentária sofre com a migração mesial do segundo molar permanente, acompanhada pela distalização do segundo pré-molar e também dos caninos, acarretando graves alterações na região ântero-inferior, como diastemas e desvio da linha média. Conclusão: a cárie dentária e a perda de um dente de forma precoce gera alterações negativas na arcada, levando assim á maloclusões. O cirurgião dentista deve agir em conjunto com o ortodontista para prevenir e saber qual a melhor oportunidade para intervir
Palavras-chave
Primeiro molar; Perda precoce; Má oclusão
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e-ISSN: 1984-3747
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