Parestesia e o tratamento endodôntico

Paula Laport

Resumo


Objetivo: a realização de uma revisão da literatura sobre a parestesia de origem endodôntica de maneira a discutir suas causas, diagnóstico e as condutas de tratamento, além de elucidar os nervos mais comumente afetados. Revisão de Literatura: parestesia é um distúrbio neurosensitivo devido lesão ao nervo, que pode se manifestar como uma sensação de queimação, pontada ou perda parcial da sensibilidade. Pode decorrer de fatores locais ou sistêmicos e dentre as possíveis causas, estão as de origem endodôntica, devido à íntima relação anatômica entre os ápices radiculares e alguns feixes nervosos, sobretudo na arcada inferior. As possíveis causas endodônticas são: extravasamento de material obturador ou de medicação intracanal, após cirurgia paraendodôntica ou de infecções perriradiculares. Embora possa trazer danos irreversíveis ao nervo, a literatura endodôntica ainda é escassa acerca do tema. Os nervos mais acometidos são o nervo alveolar inferior, mentual e o lingual. Em relação ao tratamento, ainda não há um protocolo padrão, uma vez que várias são as causas relacionadas. Conclusão: para diagnosticar a parestesia o endodontista deve realizar uma anamnese acurada, testes mecanoceptivos e nociceptivos da região afetada, radiografias periapicais e panorâmicas e, em alguns casos, tomografias computadorizadas. Ainda não foi padronizado um protocolo de tratamento para parestesia de origem endodôntica, visto que pode ter diferentes causas. A opção pelas modalidades de tratamento deverá considerar a causa, a extensão do dano e o tempo decorrido desde o surgimento do sintoma a fim de minimizar a injúria ao tecido nervoso e restabelecer o bem-estar do paciente

Palavras-chave


Endodontia; Parestesia; Tratamento endodôntico

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