Remoção profilática de terceiros molares assintomáticos não irrompidos: é justificável?

Marlus da Silva Pedrosa, Evelyn Bianca Soares Silva, Thais Oliveira Cordeiro, Luiz Gustavo Fernandes Lima Oliveira, Rodrigo Richard da Silveira, Cláudio Heliomar Vicente da Silva, José Guilherme Férrer Pompeu

Resumo


Objetivo: revisar a literatura atualmente disponível sobre as evidências que justificam ou não a extração profilática de terceiros molares assintomáticos não irrompidos. Material e Métodos: as bases eletrônicas PubMed, Capes Periódicos, Web of Science e Scopus foram pesquisadas de novembro a dezembro de 2016 por dois autores, simultaneamente, utilizando como termos de pesquisa: Terceiro Molar / Molar, Terceiro e Extração Profilática / Remoção Profilática OU Extração Profilática . Incluímos artigos de pesquisas originais e ensaios clínicos publicados em inglês e português. Não foram aplicados limites à data de publicação. Artigos de revisão e relatos de casos clínicos foram removidos. Resultados: foram identificados 13 estudos que abordaram, em algum aspecto, a remoção profilática de terceiros molares assintomáticos não irrompidos. Os resultados desta revisão de literatura que aludiram ao potencial para a formação de alterações patológicas em terceiros molares assintomáticos são conflitantes; Enquanto alguns justificam o procedimento profilático baseado na possível formação de lesões associadas, outras evidências científicas não corroboram tal prática. Conclusão: em vista dos pontos de vista conflitantes encontrados na literatura, a remoção profilática de terceiros molares assintomáticos requer avaliação caso a caso de cada paciente, e o processo de tomada de decisão, quanto à retenção versus a remoção profilática desses dentes, deve ser com base em evidências científicas combinadas com a experiência clínica do profissional.

Palavras-chave


Cirurgia oral; Terceiro molar; Dente não erupcionado; Prevenção de doença

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DOI: http://dx.doi.org/10.18363/rbo.v74n1.p.62

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