Queratocisto odontogênico: origem cística ou neoplásica? Revisão de literatura

Giovanna Montovaneli Lazzarini

Abstract


Objetivo: a partir de uma revisão de literatura, abordar as evidências de origem do queratocisto odontogênico, muito discutida devido às controversas características histológicas quanto o crescimento da lesão. Revisão de Literatura: estudos publicados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) tem um impacto profundo na prática da patologia cirúrgica de cabeça e pescoço em todo o mundo. Diversos investigadores sugerem que os ceratocistos odontogênicos sejam considerados como uma neoplasia cística benigna, em vez de cistos, como na classificação feita em 2005 pela OMS, quando foi denominada de tumor odontogênico ceratocístico. Entretanto, nomenclaturas se baseiam, em grande parte, em poucos estudos que mostraram certas alterações genéticas moleculares que estão também presentes em algumas neoplasias. Infelizmente, esses estudos não examinaram outras lesões císticas dos ossos gnáticos; portanto, atualmente não se sabe se essas alterações são exclusivas do ceratocisto odontogênico. Em 2017, a OMS publicou nova alteração na nomenclatura da lesão para cisto. A evidência para reclassificação baseou-se no “crescimento agressivo”, recorrência após o tratamento, a ocorrência rara de uma variante sólida e mutações genéticas. Conclusão: ainda não há um consenso na comunidade científica sobre a origem da lesão. É importante ressaltar que a possibilidade de origem cística ainda não foi completamente estabelecida,
mas acredita-se que faltam ainda evidências que justifiquem a teoria de crescimento neoplásico.

Keywords


Cistos odontogênicos; Neoplasias; Cistos; Cistos maxilomandibulares



DOI: http://dx.doi.org/10.18363/rbo.v75.2018.e1264

Copyright (c) 2018 Revista Brasileira de Odontologia

e-ISSN: 1984-3747

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