Sequelas nos dentes permanentes e a experiência das crianças/cuidadores após luxações nos dentes decíduos
Abstract
Objetivo: avaliar a prevalência de sequelas nos dentes permanentes (SqP) após luxações em dentes decíduos e verificar se o relato da experiência das crianças/cuidadores após o acidente estão relacionadas com tipo de luxação, idade da criança e número de dentes traumatizados. Material e Métodos: foram avaliados os dados de 1.255 crianças (0-10 anos) atendidas no Centro de Traumatismos da UFRJ entre 2005 e 2017. Foram incluídas crianças que tiveram luxações em decíduos e acompanhamento até erupção do sucessor. Prontuários incompletos foram excluídos. A experiência dos cuidadores foi categorizada em “bateu com a boca” e queixas específicas (“dor”/“dente mole”/“alteração de cor”/“estética”). Os dados foram submetidos ao teste chi-quadrado e de Equações de Estimações Generalizadas (p<0,05). Resultados: a amostra final foi de 126 crianças com 228 decíduos, dos quais 28,4% (n=65) apresentaram SqP, sendo prevalentes opacidade de esmalte (n=27;12%) e hipoplasia (n=21;9%). SqP foram associadas à idade da criança (até 3 anos) (p<0,015) e intrusão (p<0,0001). Do total de cuidadores, 75(60%) relataram alguma experiência negativa após o trauma. O relato da experiência de dor da criança devido ao trauma foi associado à avulsão (p< 0,001) e idade de 1 ano no momento do acidente (p<0,019). Relatos relacionados à mudança de cor do dente foram associados à intrusão (p<0,006) e subluxação (p<0,0001). Não houve influência do número de dentes traumatizados (p>0.05). Conclusão: crianças até 3 anos e que tiveram intrusão apresentam maior possibilidade de apresentarem SqP. Além disso, crianças bem novas, subluxação e intrusão foram relacionadas com experiências negativas das crianças/cuidadores. Comitê de Ética em Pesquisa: 129.234. CAAE 08975612.6.0000.5257. Apoio: PIBIC CNPQ 155253/2017-4.
Keywords
Traumatismo dentário; Dente decíduo; Dentição permanente.
Full Text:
PDF (Português (Brasil))DOI: http://dx.doi.org/10.18363/rbo.v75.2018.e1358
Copyright (c) 2018 Revista Brasileira de Odontologia
e-ISSN: 1984-3747
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