Atualidades sobre a laserterapia aplicada no tratamento da estomatite aftosa recorrente: revisão de literatura

Daniel de Castro Dias

Resumo


Objetivo: realizar uma revisão de literatura sobre o laser no tratamento da estomatite aftosa recorrente. Material e Métodos: a partir da base de dados eletrônicos Pubmed.gov, foram selecionados estudos de ensaio clínico, relatos de caso(s) e revisões de literatura convencional e sistemática, publicados nos últimos 10 anos. Resultados: incluímos 23 artigos científicos (2009 a 2017). Os modelos de aparelhos variaram entre os de alta potência, Nd:YAG e CO2, e de baixa potência, diodo (InGaAlP e GaAlAs). A dose de energia variou de 0,1 a 6,3 J/cm2 e potência de 0,005 a 7 Watts. Houve variação dos protocolos, como em dois estudos que o CO2 foi utilizado com um gel transparente, gerando efeito fotoquímico so-bre o tecido. O acompanhamento dos pacientes, na maioria dos estudos, variou de 3 a 10 dias e em dois relatos, houve o acompanhamento de um ano, porém, com escassez de informações sobre o método de avaliação clínica. Conclusão: todos os trabalhos demonstraram que laserterapia é efetiva para tratar a EAR, pois atua no alívio imediato da dor, redução do edema e tempo de reparo tecidual (3 a 5 dias). Mais pesquisas são necessárias devido à escassa avaliação dos benefícios da laserterapia em longo prazo, diminuindo, assim, a recorrência, principal causador da morbidade da EAR.

Palavras-chave


Estomatite aftosa; Úlcera aftosa; Lasers; Terapia com luz de baixa intensidade

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DOI: http://dx.doi.org/10.18363/rbo.v75.2018.e1259

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e-ISSN: 1984-3747

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